Series: Watchmen revela planos da Sétima Kavalaria em episódio acelerado

Imagem de Watchmen

“Talvez eu até crie alguma, diz Doutor Manhattan a Ozymandias, após o homem mais inteligente do mundo perguntar se o semideus recuperou seu fascínio pela vida humana ao fim da graphic novel original de Watchmen, de Alan Moore e Dave Gibbons. 33 anos depois, essa frase se torna essencial na adaptação desenvolvida por Damon Lindelof para a HBO, que em seu sétimo episódio, “An Almost Religious Awe” ( título referente a uma fala de Manhattan no Capítulo IV da HQ ), revela a grande ligação da Sétima Kavalaria à misteriosa frase do herói de Moore e Gibbons.

[Spoilers de “Watchmen – An Almost Religious Awe” a seguir]

Em um ritmo acelerado fora do comum para a série, o sétimo capítulo rapidamente restabelece onde estão cada um dos personagens após o coma de Angela (Regina King) ao ingerir a Nostalgia de Will (Jean Smart). Como definido nos arquivos da Peteypedia referentes ao episódio anterior, Laurie (Jean Smart) procurou interrogar a esposa de Jud (Don Johnson), Jane (Frances Fisher), enquanto Petey (Dustin Ingram) investigava a casa de Looking Glass/Espelho (Tim Blake Nelson), que, ao fim de “Little Fear of Lightning”, havia sido invadida por um bando de membros da Kavalaria, todos mortos pelo detetive mascarado.

Dedicado a mostrar o passado de Angela (e a origem de seu disfarce como Sister Night/Irmã Noite), o roteiro inteligente, revelador e atento a detalhes de Stacy Osei-Kuffor e Claire Kiechel contrapõe perfeitamente a direção dinâmica de David Semel que, apesar de acelerada, não deixa escapar nenhum detalhe sequer em um dos episódios mais reveladores da minissérie até aqui. As conversas entre Sister Night e Lady Trieu (Hong Chau) e Laurie e Joe Keene (James Wolk) dispensam qualquer necessidade de cenas de ação, com a troca de farpas, olhares e xingamentos sendo infinitamente mais doloridos que qualquer golpe físico que os personagens pudessem desferir naquele momento.

Mais uma vez, Lindelof e sua equipe de roteiristas encontram um jeito maravilhoso de juntar cada peça desse quebra-cabeças para recompensar seu público, entregando o plano máximo da Sétima Kavalaria: recriar o experimento de Jon Osterman para transformar seu líder, o senador Keene, no novo Doutor Manhattan, após matar o herói original que  não está em Marte e vive como um humano em Tulsa. Em nova referência simplesmente genial ao Superman, Watchmen revela que Cal (Yahya Abdul-Mateen II) – homenagem a Kal-El, nome kryptoniano do super-herói – é o Doutor Manhattan que, por escolha própria, apagou as próprias memórias para poder viver feliz com Angela em Tulsa.

Além do trabalho por trás das câmeras, o elenco também entrega atuações maravilhosas. Construído aos poucos, Wolk tornou Keene o vilão da vida real perfeito com a frase “é muito difícil ser um homem branco hoje em dia, que causa risadas e terror ao mesmo tempo, já que é um discurso repetido por diversas pessoas atualmente. Abdul-Mateen passa toda a inocência de um homem que simplesmente não acredita ser o deus todo-poderoso que a esposa afirma que ele é. Já King, Chau e Smart formam a constelação mais brilhante entre as estrelas de Watchmen. Smart continua com seu cinismo e sua ironia carregados e, mesmo amarrada a uma cadeira, a atriz faz Laurie parecer estar no comando da situação. Chau equilibra a constante desconfiança do público em relação a Lady Trieu com uma fala aveludada e um olhar assustador, deixando até o mais otimista dos fãs em dúvida sobre suas intenções de salvar o mundo. E King, é claro, continua entregando a melhor performance da série, tornando impossível não torcer por Angela, mesmo quando a detetive tem ações consideradas duvidosas – abrir a cabeça do marido com um martelo, por exemplo.

Embora “This Extraordinary Being”, exibido semana passada, tenha criado um ápice que dificilmente será superado na minissérie, “An Almost Religious Awe” entregou mais uma hora excepcional de entretenimento. Com um ritmo mais acelerado e uma avalanche de grandes revelações, o sétimo episódio de Watchmen mantém o nível estabelecido por seus antecessores e já começa a criar a tensão para o episódio final, daqui a duas semanas. Se a minissérie já mostrou não ter medo de quebrar paradigmas, a chegada do Doutor Manhattan implode qualquer certeza que os fãs poderiam ter sobre a produção.

Por : NICOLAOS GARÓFALO

Com informações do site: Omelete.com

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