Os 5 filmes mais picantes para assistir no streaming do Telecine

O que são filmes picantes? Seriam aqueles onde o sexo é, se não explícito, fortemente implícito na história? Seriam aqueles mais carnais mesmo, onde o sexo é o motor do roteiro e as imagens fazem o sangue ferver?

Para mim, um filme picante é aquele que provoca os sentidos. Alguns deles, por exemplo, nem precisam ter cenas de sexo. Um olhar pode ser muito mais potente do que uma roupa sendo rasgada. Um toque nas mãos pode fazer mais estrago do que qualquer exposição de nudez – gratuita ou não.

Pensando nisso, listar filmes picantes é um trabalho ainda mais subjetivo do que qualquer outra lista. Isso porque é muito claro que aquilo que é picante para uma pessoa pode ser um balde de água gelada para outra… e justamente um balde de água gelada pode ser excitante para uma terceira pessoa. Somos todos muito diferentes e, não sendo o streaming do Telecine uma plataforma pornô, os filmes selecionados são completamente diferentes entre si. Um ou mais deles podem ter cenas mais explícitas, mas não é essa a questão… a intenção fala mais alto aqui.

Há um motivo sempre muito influente quando se tenta elencar filmes dessa forma: a identificação. Quando se trata de desejo, tudo ganha outras proporções, porque mexe com a imaginação… e isso é algo quase sagrado, além de ser, sobretudo, intransferível.

Pensando nisso, a ideia das minhas listas de cinema geralmente é indicar. Sem a menor pretensão de criar algo exato, definitivo ou qualquer coisa do tipo, os filmes citados e brevemente resenhados mais abaixo servem como indicações para quem não os assistiu ou para quem gostaria de reassisti-los. No catálogo do serviço podem ser encontrados outros filmes tão bons quanto, mais picantes – que seja –, mas, como dito, isso vai depender de questões subjetivas do imaginário e, claro, do gosto pessoal (até por isso a lista é, apesar de curta, bem diversa).

Sem mais demora e dentro dessa abordagem sem verdades absolutas, vamos à lista dos 5 filmes mais picantes para assistir no streaming do Telecine.

5. Azul é a Cor Mais Quente

A força imersiva de Azul é a Cor Mais Quente é especialmente válida pelo comprometimento das protagonistas. Se o diretor Abdellatif Kechiche talvez pouco consiga construir como unidade, deixando elementos agirem sem funcionarem dentro do conjunto – como a comentada percepção de que Kechiche acabou se empolgando em algumas cenas –, Léa Seydoux e Adèle Exarchopoulos conseguem transpor um efeito emocional único no antes, no durante e no depois das cenas de sexo.

4. Carne Trêmula

Pedro Almodóvar é um dos cineastas mais icônicos e celebrados e talvez um dos mais inimitáveis. Em Carne Trêmula, o diretor transforma uma história essencialmente pesada em algo de assimilação fácil que deixa todo o peso para o pós-filme… para quando se senta, enfim, para pensar no que foi assistido e nos seus subtextos. O senso de ironia, aqui, é essencial para esse processo do espanhol, que, inclusive, interrompe uma luta para os brigões vibrarem com um gol da seleção espanhola de futebol em um jogo transmitido pela televisão.

Carne Trêmula segue Víctor (Liberto Rabal), ex-presidiário que permanece apaixonado por Elena (Francesca Neri). Mas ela é casada com um ex-policial, David (Javier Bardem), que ficou paraplégico após um tiro da arma de Víctor.

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3. Magic Mike

Magic Mike é um filme potencialmente estranho, começa divertido e fica cada vez mais sombrio. Steven Soderbergh (do recente A Lavanderia e de Onze Homens e um Segredo) constrói uma história com uma sensação de realismo constante. Ao contrário do que pode parecer, trata-se de um filme humano, com o coração no lugar, mas que tem, claro, suas cenas mais quentes.

A premissa, que é bastante simples, segue um stripper que procura ensinar a um jovem como se divertir, pegar mulheres e ganhar dinheiro com facilidade. Mas vai muito além.

Bernardo Bertolucci (do debatido Último Tango em Paris, de 1972) foi um dos maiores pintores do cinema. Ele sabia exatamente o que fazer com as imagens para embelezá-las dentro do seu conceito de unidade. Nunca era beleza pela beleza. Sempre era beleza pelo filme em si. Aqui, Bertolucci faz referências a outros filmes, a telas, a esculturas… e tudo de uma maneira extremamente orgânica e, às vezes, totalmente sutil. A composição de imagens do italiano é algo quase inatingível dentro dessa perspectiva. Em uma das cenas, ele filma Matthew (Michael Pitt) olhando através de uma janela enquanto a chuva bate no vidro – a luz (do diretor de fotografia Fabio Cianchetti), assim, faz parecer que as gotas que escorrem ali são suas lágrimas. É um trabalho de composição lindíssimo e que faz de Love (de Gaspar Noé, 2015) uma espécie de pornô deslumbrado em sua estética vazia.

Os Sonhadores conta a história de um jovem americano que estuda em Paris, em 1968, e inicia uma amizade com um irmão e uma irmã franceses (interpretados por Louis Garrel e Eva Green).

1. Tinta Bruta

De estrutura aparentemente solta, Tinta Bruta é um filme emblemático. Tanto porque seu formato é, na prática, uma metalinguagem para a vida de alguém LGBTI+ – em um caminho de vida pública mais incerto – quanto pela elegância da condução de Felipe Matzembacher e Marcio Reolom. Paul O’Callaghan, um dos críticos americanos mais influentes da atualidade, comparou o filme gaúcho a dois petardos da filmografia mundial recente: O Reino de Deus (de Francis Lee) e Uma Mulher Fantástica (de Sebastián Lelio) – este vencedor do Oscar 2018 de Melhor Filme Estrangeiro. O final repentinamente otimista de Tinta Bruta é tratado com tanto carinho pelos diretores que, enfim, parece desagradável negar felicidade a quem passou por uma jornada tão pesada… Temos direito de negar felicidade a alguém?

Agora, ficam aí os comentários. Como sempre, foi difícil fazer uma lista com um material tão subjetivo, mas tenho certeza que vocês podem complementar e enriquecer tudo. Ficaram filmes de fora, então vamos conversando, debatendo… de repente, aumentando a lista.

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