Especialista mostra que descontinuidade entre as calçadas compromete acessibilidade

Solução é que as calçadas acessíveis já sejam entregues pelos loteadores nos novos bairros. Região metropolitana já tem projeto piloto

Esforços têm sido empenhados em Goiânia para que a acessibilidade seja uma realidade, mas o resultado prático ainda não é percebido pelas pessoas que precisam dessas adaptações ao equipamento urbano para caminhar com segurança pelas ruas da cidade. Existem 16 leis diferentes que tratam sobre a regulamentação da questão, mas elas ainda não conseguem resolver uma situação desafiadora: a descontinuidade da acessibilidade entre um lote e outro.

Engenheiro e desenvolvedor urbano, Eduardo Oliveira lembra que é quase impossível corrigir o desnível de uma casa erguida em nível diferente da do vizinho. Árvores e postes que atrapalham a livre acessibilidade da faixa livre para pedestre ou do piso tátil nem sempre podem ser removidos. “Por isso, as adaptações nas calçadas não são tão efetivas.O ideal é que calçada acessível seja implementada do zero, ou seja, quando os novos bairros começam a ser implantados”, diz.

Eduardo lembra que, já há alguns anos, a capital passou a ter adaptação das calçadas como um requisito para se emitir o Certificado de Conclusão de Obras dos Imóveis (o Habite-se) e para concessão do Alvará de Localização e Funcionamento de estabelecimentos comerciais, com a medida, de fato muitas calçadas pela cidade foram adaptadas. A mudança, ele diz, foi um avanço, contudo, desníveis entre um lote e outro, desencontro da faixa de piso tátil são problemas que persistem. A situação não é exclusiva de Goiânia, repete-se Brasil afora.

Outras matérias

Saúde: Cerveja contaminada: Secretaria de Saúde confirma quarta morte em MG

Vítima é uma mulher que morreu no fim de dezembro no interior mineiro Publicado em 16/01/2020 – 20:51 Por Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil  Brasília A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou, na tarde desta quinta-feira (16), a quarta morte por ingestão de dietilenoglicol, substância tóxica encontrada em cervejas produzidas pela Backer, em Belo Horizonte. […]