Especialista mostra que descontinuidade entre as calçadas compromete acessibilidade

Solução é que as calçadas acessíveis já sejam entregues pelos loteadores nos novos bairros. Região metropolitana já tem projeto piloto

Esforços têm sido empenhados em Goiânia para que a acessibilidade seja uma realidade, mas o resultado prático ainda não é percebido pelas pessoas que precisam dessas adaptações ao equipamento urbano para caminhar com segurança pelas ruas da cidade. Existem 16 leis diferentes que tratam sobre a regulamentação da questão, mas elas ainda não conseguem resolver uma situação desafiadora: a descontinuidade da acessibilidade entre um lote e outro.

Engenheiro e desenvolvedor urbano, Eduardo Oliveira lembra que é quase impossível corrigir o desnível de uma casa erguida em nível diferente da do vizinho. Árvores e postes que atrapalham a livre acessibilidade da faixa livre para pedestre ou do piso tátil nem sempre podem ser removidos. “Por isso, as adaptações nas calçadas não são tão efetivas.O ideal é que calçada acessível seja implementada do zero, ou seja, quando os novos bairros começam a ser implantados”, diz.

Eduardo lembra que, já há alguns anos, a capital passou a ter adaptação das calçadas como um requisito para se emitir o Certificado de Conclusão de Obras dos Imóveis (o Habite-se) e para concessão do Alvará de Localização e Funcionamento de estabelecimentos comerciais, com a medida, de fato muitas calçadas pela cidade foram adaptadas. A mudança, ele diz, foi um avanço, contudo, desníveis entre um lote e outro, desencontro da faixa de piso tátil são problemas que persistem. A situação não é exclusiva de Goiânia, repete-se Brasil afora.

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