Desnutrição proteica – nutricionista fala sobre complicação mais comum entre pacientes bariátricos

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, o Brasil é o segundo colocado no ranking mundial para esse tipo de cirurgia. Ela é considerada o método eficiente para o tratamento de casos de obesidade severa, trazendo benefícios como a resolução ou a melhora de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Porém, com as restrições alimentares provocadas pela cirurgia, também caminham juntos os riscos e deficiências nutricionais.

Queda de cabelo, fraqueza, cansaço, unhas quebradiças, pele ressecada e formigamento nas mãos e pés são alguns sinais de deficiência nutricional. O comprometimento por parte do paciente em seguir rigorosamente não só as orientações médicas, mas também a do nutricionista e manter uma dieta pós-bariátrica equilibrada e para o resto da vida é muito importante.

Segundo o nutricionista Daniel Novais, a cirurgia bariátrica pode causar grandes alterações nutricionais por comprometer a ingestão, digestão e absorção de nutrientes.

“O paciente precisa de um acompanhamento antes, durante e depois do procedimento. E este acompanhamento inclui uma rotina de suplementos vitamínicos e a criação de uma dieta individualizada” afirma o nutricionista.

As deficiências mais comuns em pacientes de cirurgia bariátrica são de proteínas, ferro, cálcio, zinco, vitaminas do complexo B e vitamina D.

Various of legumes

“A dica para os pacientes bariátricos é dar preferência a carnes em geral, ovos, leites e derivados, soja, feijões, e grão de bico, esses alimentos são fontes de proteínas. Brócolis, espinafre, couve, beterraba, cenoura, grão-de-bico, lentilha, ervilha e feijão são alimentos ricos em ferro, mineral necessário para a formação das células vermelhas do sangue, e em ácido fólico – preventivo da anemia, ” complementa.

“A suplementação é fundamental no pós-operatório da cirurgia bariátrica, mas, como em qualquer contexto, o uso desses elementos deve ser indicado por um profissional nutricionista ou pelo médico, pois eles levarão em conta as necessidades individuais e a capacidade de ingestão alimentar” finaliza Daniel Novais.

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