A saga do iraniano que fugiu da guerra e encontrou liberdade e fortuna na Bahia

O ano era 1987, o Irã estava em guerra com o Iraque e ela via — com apreensão — chegar a hora de o filho ir para o Exército.

Pesava, ainda, outra preocupação: a impossibilidade de ele ter um futuro melhor no país por seguir a fé Bahá’í — uma religião de minoria no Irã, perseguida pelo governo e por parte da população majoritariamente muçulmana xiita.

Identidade Bahá'í de Paknoosh Kharaghani, iraniano que fugiu da guerra Irã-Iraque e de perseguição religiosa. Hoje, ele mora no Brasil
Image captionPaknoosh aos 17 anos, em carteira de identidade da religião Bahá’í – registrada com a grafia do seu nome em inglês

Fugir da cidade de Karaj, onde moravam, era a opção.

E foi isso o que o jovem fez, 10 dias depois, dando início a uma incrível jornada que meses mais tarde o levaria ao Brasil.

No país, ele viveu anos de saudade. Mas também encontrou amor, fortuna e o que mais queria desde menino: ser livre.

Antes, teve muito chão a percorrer — literalmente.

E estradas cheias de desafios que, hoje, aos 50 anos, ele relembra entre lágrimas e sorrisos, ao contar sua história à BBC News Brasil.

“Aquela conversa na verdade me trouxe uma certa perspectiva de uma vida melhor”, diz o iraniano, em bom português, com a voz embargada.

Ainda em Karaj, aos 17, a confirmação de sua partida gerou ansiedade.

“Na época, reinou um silêncio em casa. Todo mundo se olhava, parecia não acreditar que eu estava indo. Mas eu, como adolescente e como alguém que sempre foi reprimido e que se sentia excluído no próprio país por causa da religião, queria a busca.”

Um deserto no caminho

Paknoosh Karaghani posa para foto com a mãe e o pai, no Irã
Image captionPaknoosh (à esquerda), a mãe Eshrat e o pai dele, Hojatollah: pouco tempo após essa foto ser tirada na sala de casa, o jovem foi embora

O périplo do jovem fugindo de Karaj, no Irã, começou inicialmente em uma perigosa travessia até o Paquistão, em que ele foi guiado por um grupo de desconhecidos.

Paknoosh Kharaghani em recepção de hotel que construiu na Bahia

Paknoosh e Ina construíram hotel e tocam restaurante, com planos de expansão para ambos na Bahia

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