Exposição e criações de pessoas em situação de rua para Outubro Rosa

Além de um momento de integração e reinserção social, as oficinas tiveram o objetivo de alertar para a importância da prevenção com o autoexame

Foto: Divulgação / SEDES

Os traços foram variados, mas o motivo e a cor foram bem delimitados: Outubro Rosa. Como forma de fortalecer a campanha nacional de prevenção ao câncer de mama, pessoas em situação de rua promovem, a partir das 9h desta terça-feira (29), a Exposição de Pintura Outubro Rosa. A mostra ocorre no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Ceilândia, na QNM 16 A.E. Módulo A.

A ação é fruto de uma parceria entre a unidade de atendimento e o Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), ambos ligados à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).

Até entregarem os trabalhos prontos para a exposição, os moradores de rua participaram de oficinas ao longo deste mês. Além de abordar diretamente o tema, que ainda ressaltou questões de prevenção e autoexame, foi trabalhada a interação entre eles e a reinserção social. Por se tratar de oficinas abertas a esse público, a participação era facultativa.

20 Moradores de rua participaram de oficinas ao longo do mês

Assim, uma média de 20 pessoas frequentou cada uma das intervenções semanais, ministradas pela técnica em assistência social do Creas, Niomar Rodrigues Cardoso, e pela supervisora regional do Seas, Clarice Gonçalves da Silva. “Tudo é aprendizado. É mais do que pintar quadros. É entender que precisamos nos cuidar, e mostrar a outras mulheres que elas precisam fazer o mesmo”, resume uma das moradoras de rua, que prefere ter as informações pessoais e a imagem resguardadas.

Abordagem Social
A abordagem social funciona com a criação e fortalecimento de vínculos, com o objetivo de promover a autonomia e o empoderamento do cidadão em situação de rua.

Foto: Divulgação / SEDES

“Ela ocorre por meio de uma escuta qualificada para proporcionar, junto às unidades de acolhimento, a possibilidade da retomada dos vínculos familiares e do referenciamento das pessoas juntos aos Creas e aos Centros POP, para traçar estratégias capazes de viabilizar o processo de saída das ruas”, explica o secretário de Desenvolvimento Social, Ricardo Guterres.

Sob a supervisão das unidades da Sedes, o Serviço Especializado em Abordagem Social atua em todo o Distrito Federal. Os atendidos são acompanhados pela equipe de referência do território, onde ocorrem os encaminhamentos referentes à saúde, às assistências social e jurídica e outras políticas públicas.

A atuação consiste em orientação sobre os serviços da assistência social do DF, dos direitos e da abordagem com a perspectiva da educação social de rua e da pedagogia da presença. A partir daí ocorrem, por exemplo, os encaminhamentos para inclusão no Cadastro Único (CadÚnico), serviços sócio-assistenciais e para as demais políticas.

É importante deixar claro que o Seas não é responsável por retirar compulsoriamente pessoas em situação de rua, não atende casos como transtorno mental e tratamento para dependentes químicos e nem obriga o tratamento dessas dependências. Mais do que ajudar, o foco é na promoção dos direitos dessas pessoas.

*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Social 

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